sábado, 17 de setembro de 2011

A Colaboração dos Afectos

Começa a ser doloroso sentirmos que a distância está a acontecer. Cada vez oiço mais as pessoas dizerem-me que só lhes apetece estarem refugiadas no seu canto...como se isso fosse uma forma de se protegerem, do que encontram no exterior.Eu própria estou a sentir o mesmo, deixando muitas vezes de fazer o necessário, para não ter de me confrontar com as energias circundantes.
No meu caso e porque cada dia me sinto mais em Paz comigo mesma, prefiro estar a ouvir o canto dos pássaros ao ruído das vozes que se elevam em desespero de dor e revolta, ou a olhar uma flor, ao invés de observar os comportamentos desorientados e egoístas de quem não se posiciona no conceito da Alma.
Todo este Tempo em que me mantive em silêncio nestas partilhas da reflexão, andei exactamente a absorver tudo isto, para que fosse entendendo os outros e a mim própria mais um pouco. E porque o mês de Julho era o mês da energia 7 (reflexão, interiorização, questões metafísicas e espirituais), deixei que isso, acontecesse naturalmente.
Aproveitei no entanto para usufruir de umas pequenas férias partilhadas com família. Aquela família que nos preenche a lacuna dos afectos, por tão semelhante em comportamentos. É gratificante percebermos, que existem seres à nossa volta, que estão na mesma intenção de busca do Eu.
Seres respeitadores do Outro, pacíficos e colaborativos. E aqui reside tudo. Na palavra Colaboração.
Colaboração, no sentido de se proporcionar em primeiro lugar, o bem estar ao outro, sem esquecer, no entanto o nosso próprio bem estar...(esse por respeito à nossa Alma) mas onde tudo é feito sem imposição, ou manipulação.
Parece-me que o problema das pessoas que se refugiam nos seus vários ninhos, tem exactamente a ver com estas questões de já não lhes apetecer tropeçar naqueles que continuam a agir de forma impositiva ou manipuladora. Facto que se compreende, porque só leva a que hajam barreiras na fluidez da vida.
Se conseguíssemos alguma vez ter governantes que agissem na Colaboração, deixavam de existir lacunas de sobrevivência. Estamos numa sociedade falsamente global, onde os interesses individuais continuam a ter mais força que os colectivos e onde o poder dos fortes sobre os mais frágeis ainda se mantém.
Assim se processam as relações entre o mais comum dos mortais e a sociedade que o envolve, num exercício de confrontos e lutas cansativas e desgastantes, onde o objectivo a alcançar se perde pelo caminho.
Se começássemos por nós a fazer o tal trabalho da Colaboração Interna, entre as energias Yn/Yang (lembram?) a fluidez levar-nos-ia à Comunicação dos afectos, connosco próprios em primeiro lugar, em relação aos outros `a nossa volta e na intersecção com o mundo.